Mulheres que mimam os namorados

Posted 16 ago 2010 — by Sergio Savian
Category Entrevistas

No dia 17/06/2010 Savian foi entrevistado pelo site Vila Mulher, falando sobre mulheres que mimam demais os namorados.

Autosabotagem

Posted 16 ago 2010 — by Sergio Savian
Category Entrevistas

Em agosto, a revista Sua Escolha entrevistou Sergio Savian que respondeu sobre o tema autosabotagem.

Livro Amor e sedução

Posted 16 ago 2010 — by Sergio Savian
Category Entrevistas

No dia 10/08/2010 Sergio Savian foi mais uma vez entrevistado na Rádio (mineira) Inconfidência. Como sempre o papo foi muito bom!

Dia dos solteiros

Posted 16 ago 2010 — by Sergio Savian
Category Entrevistas

Entrevista com Sergio Savian para o dia dos solteiros em 06/08/2010.
Confira: http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Noite/Noticia/Salve_a_solteirice.aspx?id=66315

O desaparecimento do meu amigo

Posted 02 jul 2010 — by Sergio Savian
Category Crônicas

Tive uma revelação importante quando meu amigo Latif partiu. Na época eu era proprietário do Hotel Ponto de Luz, um spa espiritual que construi  num lugar paradisíaco na Serra da Mantiqueira.
Costumávamos reservar o hotel para grupos que ali se isolavam por alguns dias, trabalhando com meditação e xamanismo. Latif, que era terapeuta, estava lá com seu grupo para liderar uma vivência de auto-conhecimento.
Depois de uma semana trabalhando, durante uma noite bastante estrelada, todos desceram para a arena onde fazíamos nossas fogueiras. Era o aniversário do meu amigo, que completava 28 anos. O grupo cantava animado, quando de repente, ele passou mal, parou de respirar e morreu. Que choque! Era inacreditável o que acontecera.
Por muito tempo e até hoje se pergunta como foi que isso ocorreu. Entendo que o trabalho foi muito profundo e ele não suportou a energia que o grupo produziu. Enfim, o Latif passou para o outro lado. E por isso apelidaram meu hotel de ponte de luz.
Uma semana depois, ainda vivíamos sob efeito da tragédia. O telefone estava mudo e o hotel, vazio. Foi quando chegou sem reserva, um casal de japoneses bem velhinhos.
“Podemos nos hospedar aqui?” perguntou o senhor. “Sim, claro”, respondeu nossa gerente.
Enquanto preenchiam as fichas de entrada a velha senhora nos disse: “Estou sentindo algo estranho. Posso benzer o hotel? Acho que está precisando”. “Por favor, faça isto”, respondeu a funcionária.
A mulher saiu andando com um garfo e uma faca em forma de cruz e quando chegou bem em frente ao quarto onde Latif estivera hospedado, ela disse: “Morreu um rapaz aqui. Ele é loiro, cabelos cacheados e tem os olhos azuis”. Sua descrição era extremamente precisa. Pediu-nos  licença para falar com ele em particular. “Ele ainda não sabe o que aconteceu”, acrescentou. 
No dia seguinte, como num passe de mágica, o telefone voltou a tocar, os hóspedes retornaram e tudo se ajeitou.

Viagem no tempo

Posted 02 jul 2010 — by Sergio Savian
Category Crônicas

Passado, presente e futuro: é assim que eu costumava pensar o tempo. Mas o passado sempre insistiu em me atingir, e eu nunca escapei de suas conseqüências. Ao contrário do que eu imaginava, ele não está morto em algum lugar. O futuro também existe no agora e é só prestar atenção nos meus sonhos para que eles me revelem o que vai acontecer. Então, por que insistir nesta divisão?
Aconteceu comigo. Eu estava no México, preparando-me para uma viagem que faria no o dia seguinte para Chichén Itzá, uma antiga cidade maia onde viviam poderosos sacerdotes muitos séculos antes de Cristo. Dormi cedo, pois queria estar bem para a excursão. Nesta noite tive um sonho que só me veio à consciência mais tarde.
No caminho, o ônibus em que estávamos parou em um posto de conveniência, onde fui atendido com entusiasmo por uma mulher. Disse-me que eu parecia muito com os maias, o que me deixou orgulhoso e feliz. Durante o trajeto fomos guiados por um rapaz que sabia tudo sobre a história local.
Chichén Itzá significa “na beirada do poço do povo Itza”, um local que existe de fato, para onde nos encaminhamos. Diante das águas verdes profundas,  perguntei ao nosso guia o que era realizado ali. Foi quando vivi uma das experiência mais fantásticas da minha vida. Conforme ele ia falando passei a lembrar das imagens do sonho que eu acabara de ter.
Ele dizia que na antiguidade jovens adolescentes eram escolhidos para serem sacrificados. Durante a curta jornada de suas vidas eles eram preparados para isso e era uma honra ser escolhido como oferenda, sendo atirados no poço para os deuses. Quanto mais  o guia relatava o antigo ritual, mais rapidamente eu resgatava o meu sonho. Eu era um adolescente e estava nú. Tremia de medo. Incensos eram passados à minha volta.  E para me acalmar pedia socorro ao meu mestre Osho e ele me dizia, sem palavras, que estava tudo bem. Eu sabia que iria morrer, mesmo assim a mensagem era que eu não precisava me apavorar. Relaxei diante do sorriso de seus olhos.
As lembranças oníricas se misturavam com o disurso do rapaz, o que me levou a um estado de êxtase. Com a voz trêmula, ainda consegui perguntar-lhe como exatamente se davam os rituais, ao que ele respondeu apontando para uma espécie de trampolim. “Os jovens eleitos eram ali colocados nús e incensados antes de serem atirados ao fundo do poço”.
Não escutei mais nada. Naquele momento senti que o passado e o presente  cohabitavam o meu ser,  sem nenhuma distância.
Levei alguns dias sem falar com ninguém e só com o tempo consegui  sair do estado de choque e voltar ao normal. Não sabia o que pensar, não havia nada para concluir, mas somente a humildade em aceitar a viagem que eu havia feito no tempo, uma das mais incríveis viagens de minha vida.

O mistério da chave torcida

Posted 02 jul 2010 — by Sergio Savian
Category Crônicas

Na época eu trabalhava com os cristais de quartzo e com eles passei por experiências realmente surpreendentes. Eu viajava com as pedras de um lado para outro do mundo, sempre em contato com pessoas que os que as utilizavam para a cura e a meditação.
Eu fazia compras em uma cidadezinha mineira chamada Corinto e era comum eu viajar para lá, visitando as minas de onde as pedras eram retiradas. Eram peças naturais de excelente qualidade, de uma beleza incomparável.
Certa vez, depois de uma grande compra, hospedei-me em um hotelzinho da cidade. Dormi com mais de cem quilos de cristais no quarto.  Acontece que, durante a noite, tive muitos pesadelos. Situações perigosas e fantásticas tentavam me amedrontar. Parecia coisa do capeta.
Pela manhã, quando fui abrir a porta do quarto, vi que a chave estava totalmente torcida, o que me impossibilitava de sair. Precisei chamar o dono do hotel pela janela, para me socorrer.
Voltei para São Paulo, impressionado com o que aconteceu. Não havia explicação! Cheguei aqui com as pedras e no dia seguinte tive outra surpresa. A chave da minha casa, que ficava pendurada em um porta-chaves, estava totalmente torcida. Chamei as duas pessoas que trabalhavam comigo para saber de quem era o feito. Mas não foi de nenhum dos dois!
Desentortei a chave. Mas de nada adiantou. No outro dia aconteceu o mesmo. A chave estava torcida novamente.  Isso se repetiu várias vezes até que resolvi pedir ajuda a uma amiga que se dizia médium.
Fizemos uma reunião com várias amigos. Sentamos em círculo, permitindo que algo ou alguém se manifestasse. Passados alguns minutos, minha amiga incorporou um homem que nos disse: “Daqui ninguém entra e ninguém sai”.
Perguntamos a ele porque estava fazendo isso, e ele respondeu: “Essa casa é minha”.
Nesta altura já estávamos sem paciência com o espírito intruso e equivocado. Lembro do que meu amigo Jayana que disse: “Meu senhor, esta casa não é sua nem aqui, nem na China”. “E por favor, deixe-nos  em paz”. Outro amigo completou: “O senhor não pertence mais a este mundo, procure outro lugar para ficar, porque aqui tem outro dono, que é nosso amigo Apratim”. Coitado do espírito! Viu-se obrigado e tomar um rumo para sua vida.
A médium voltou ao normal. Tudo ficou mais calmo. Fiquei aliviado. E nunca mais a chave torceu.

Ócio

Posted 02 jul 2010 — by Sergio Savian
Category Crônicas

O que você acha que Isaac Newton estava fazendo debaixo da árvore quando a maçã caiu bem em cima de sua cabeça? Provavelmente ele não estava trabalhando, porque se estivesse usaria sua escrivaninha. Ele estava de papo para o ar, fazendo nada, até que a fruta o atingiu e ele obteve a revelação: descobriu a lei da gravidade.
Isso acontece o tempo todo. Você leva a vida de mau jeito, sem atenção, e muitas vezes é preciso um baita chacoalhão para acordar.
No caso de Newton, será que em sua mesa de trabalho ele teria a mesma clareza? Eu acho que não. Foi mais o descanso, que somado ao choque, proporcionou o acesso à verdade, que sempre esteve ali, pronta para ser revelada.
Outro exemplo é o nosso amigo Arquimedes. Consta que ele estava tranqüilo em sua banheira. De repente, eureka, ele entendeu a lei do empuxo. De novo, o gênio fazia nada, simplesmente de papo para o ar!
Quando não penso e não faço, vivo momentos preciosos. Permito tirar férias da mente e ficar muito bem com no vazio. Escuto uma música, olho a paisagem e acalmo a mente. Saio do caminho da roça e posso ver a vida com outros olhos.

Meu amigo atrasado

Posted 02 jul 2010 — by Sergio Savian
Category Crônicas

Eu tenho um amigo que, por mais que prometa, nunca consegue chegar na hora certa. Parece mentira, mas para ele, dizer que vai chegar às quatro, pode significar às cinco, às seis ou mesmo às quatro horas do dia seguinte. Isso se ele não faltar à reunião, sem dar satisfação.

Tento imaginar como funciona a cabeça de alguém assim. Parece que falta algum componente em seu cérebro, algum comando que o faça cumprir os horários.
Já conversamos bastante sobre o assunto. Explico-lhe que é bem desconfortável esperar por alguém que não vem. Quem leva o cano fica preocupado, com raiva, sente-se lesado. Entretanto, minha argumentação não é suficiente para que ele ponha a mão na consciência e mude o péssimo hábito. Depois de centenas de atrasos, pedidos de desculpas e promessas de que vai mudar, até agora nada! Ele continua o mesmo.

Digo-lhe que não acredito mais em suas palavras, cheias de intenções que não se concretizam. Jogo na sua cara que não é honesto agir desta forma. Feito menino educado e arrependido, ele diz que, de agora em diante, será outra pessoa. Mas não é o que acontece.

Sabemos que não é só meu amigo que age assim. Este é um comportamento impreciso e irresponsável bastante comum. Então eu me pergunto, muitas vezes indignado “O que passa pela cabeça de alguém quando promete algo que não cumpre? Será que ele sabe de antemão que não virá? Quanto realmente vale sua palavra? Teria ele um intenso desprezo pelos outros, deixando que todos o esperem eternamente? O que haveria por detrás de tanto descaso?”.

Como eu gosto muito dele, torço para que um dia ele mude de verdade, aprendendo a respeitar os outros. Por isso eu não desisto e vou continuar dando toques com luva de pelica ou de boxe até que ele acorde e adote uma postura melhor.

Alice deu um tempo

Posted 09 mai 2010 — by Sergio Savian
Category Crônicas

Fui ver o filme “Alice no país das maravilhas”, na versão do Tim Burtton. Gostei muito! Recomendo.
Nesta história ela tem 20 anos, e está prestes a ingressar no mundo adulto, ao mesmo tempo em que lhe é cobrada uma postura e comportamento de acordo com as regras da sociedade. Mas ela está em conflito, sem paciência. Fica irritada com a expectativa dos outros. Em uma grande festa, Alice será pedida em casamento, porém, não tem a mínima vontade de aceitar o pedido.
No auge do evento, a moça avista um coelho que chama sua atenção apressando-a com um relógio na mão. Ele diz, sem palavras, que ela não tem mais tempo e a encaminha para um poço profundo onde ela se deixa cair. Diante da gravidade do momento, quando ela teria que tomar uma importante decisão, intuiu que precisava urgentemente fazer uma consulta para dentro de si, para a escuridão do seu inconsciente. Ela cai, despenca, solta o corpo na imensidão do buraco. Vai fundo.
Quando chega ao final da queda, ela se encontra em um lugar de onde não consegue sair, pois as portas são muito pequenas para seu tamanho. Ela descobre então um elixir que a faz diminuir de tamanho, o que possibilita a saída. E depois encontra um bolo que a faz crescer. Durante a história ela usa estes artifícios ora para se tornar maior, ora para ficar menor. Mas este é o seu problema. Nunca está do mesmo tamanho dos outros! Este é problema de todos nós. Sentindo-nos por cima ou por baixo, nos comunicamos muito mal. Sofremos com isto.
Na história, Alice encontra-se com vários aspectos de si mesma: seu lado autoritário e mau, seu lado suave e bom. Encontra-se com as vozes interiores que a encaminham para lados opostos. Encontra-se com o sábio, simbolizado por uma lagarta que se transforma. A sabedoria está na capacidade de mudar. O sábio lhe pergunta sempre: “Quem é você?” ao que ela responde: “Alice”. “Você ainda não é Alice”, diz ele. Mas ela não o compreende. Em outros momentos ele pergunta de novo quem ela é, ao que responde: “Sou Alice, filha de fulano e de cicrano, nascida em tal lugar”. Mas isto não convence o sábio que diz: “Você ainda é meia Alice”.
A protagonista está destinada a matar um perigoso dragão. Está escrito. Mas ela reluta em aceitar seu destino. Não seria ele o monstro do medo e do julgamento, que ameaça a todos nós? Mas ela acredita ser incapaz de fazê-lo.
De aventura em aventura, Alice vai amadurecendo, e pouco a pouco, ela entende o que o sábio tentava dizer. Torna-se mais íntegra, corajosa e autêntica. Pergunta-se o que realmente quer, independentemente do que esperam dela.
Assim é que Alice se encontra com seu próprio tamanho, nem maior, nem menor que os outros. E só quando ela consegue ser do tamanho exato que é, entende que o monstro realmente deve ser morto, que esta é sua vontade mais profunda, e que tem sim capacidade de cumprir o propósito. Não tem mais dúvida alguma.
Durante a batalha cinematográfica (desculpe-me o trocadilho), ela corta a cabeça do monstro. Justo a cabeça – a mente, os pensamentos que nos atrapalham tanto, que nos atrasam a vida, que nos perseguem. Chega! Não existe mais perseguidor. Não existe mais cabeça. Não existe mais monstro. Não existe mais ego.
Agora, que ela está livre, cada um dos personagens encontra seu rumo. Ela deseja e já pode voltar à realidade externa. Alice teve a coragem de mergulhar profundamente em seu ser, descobrir suas fantasias, suas ilusões, encontrou-se com a sabedoria e descobriu quem era de fato.
Sai do poço e volta à luz do dia. E diante dos personagens deste lado do mundo, que não são tão diferentes daqueles que habitam seu interior, ela se vê senhora de si mesma. Não precisa mais correr mais contra o tempo. Não existe mais coelho nenhum para pressioná-la. O tempo é todo seu, para ser o que ela é.
De posse de si, ela diz a que veio. Com amor, respeito e firmeza relaciona-se com todos a partir de sua consciência, abrindo o caminho para uma vida única, corajosa, em contato com seu poder pessoal.